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O ministro Humberto Martins, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), decidiu nesta terça, 22, deixar o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Faltando apenas alguns dias para deixar o cargo, Marcelo Crivella foi preso sob acusação de chefiar o “QG da Propina” instalado no Executivo carioca.

“Não obstante o juízo tenha apontado elementos que, em tese, justifiquem a prisão preventiva, entendo que não ficou caracterizada a impossibilidade de adoção de medida cautelar substitutiva menos gravosa”, observou Martins.

Durante a prisão domiciliar, Crivella não poderá manter contato com terceiros, exceto familiares próximos, profissionais de saúde e advogados. O ministro decidiu sobre o habeas corpus do prefeito por ser o responsável pela análise dos casos considerados urgentes durante o recesso do STJ.

De acordo com as investigações foram arrecadados com o “esquema”, pelo menos R$ 53 milhões. Outras oito pessoas foram alvo de pedidos de prisão preventiva, incluindo o empresário Rafael Alves, apontado como operador. Ao todo, a denúncia atingiu 26 investigados. Os crimes imputados são corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Há dois anos atrás, a políticado Estado do Rio já havia protagonizado momento parecido com a prisão do governador Luiz Fernando Pezão (MDB). Perto de deixar o cargo, Pezão foi detido em pleno Palácio Laranjeiras. O Ministério Público justificou a prisão neste momento com o argumento de que o prefeito ameaçava as investigações – ele tinha, por exemplo, fornecido um telefone celular que não era o seu quando foi alvo de buscas em setembro. Segundo os representantes do MP, o tamanho do material investigativo também favoreceu a denúncia neste momento.

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