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A ex-presidente da Bolívia Jeanine Áñez de 54 anos, recebeu a visita de uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) cumpre sua prisão preventiva em uma prisão no bairro de Miraflores, em La Paz neste domingo (22), após saber que Áñez se feriu nos braços no sábado em uma tentativa de suicídio. Ao visitar a prisão e constatar os ferimentos, a comissão recomendou que possa ser implementado um plano de ação para prevenir a automutilação ou o suicídio da ex-presidente boliviana. Segundo seus familiares, a saúde de Jeanine Áñez está estável depois da tentativa de suicídio na prisão onde está detida.

A ONU Bolívia expressou por meio de um comunicado que tinha acesso imediato e irrestrito à prisão e conversou com Áñez de maneira confidencial. A comissão descobriu que Áñez sofreu ferimentos físicos autoinfligidos e que ela relatou se sentir fisicamente debilitada e profundamente afetada emocionalmente com quadro depressivo profundo.

Os representantes da ONU confirmaram que algumas respostas já foi dado diante da situação que se encontra a ex-presidente, como permitir que um parente de Áñez fique para dormir com ela. No entanto, de acordo com os padrões internacionais, outras estratégias de cuidado e prevenção de lesões autoprovocadas e suicídio devem ser implementadas. Áñez tentou o suicídio devido a uma “forte depressão” decorrente de sua longa prisão, explicou sua filha, Carolina Ribera. Um de seus advogados disse que era uma forma de enviar “uma mensagem de ajuda e de socorro“.

As normas internacionais destacam que a saúde mental das pessoas privadas de liberdade deve ser abordada de maneira específica e aplicando a perspectiva de gênero”, diz uma parte da declaração. Ressaltam, ainda, que o exame psiquiátrico realizado em Áñez é um bom passo, sempre que realizado com consentimento prévio e por profissionais autônomos reconhecidos pelas partes. “Podemos dizer, categoricamente, que sua saúde está estável. No momento ela está com sua família no centro penitenciário. A família será um fator importante na recuperação do estado de espírito da presidiária“, declarou Juan Carlos Limpias, diretor do Regime Penitenciário, em coletiva de imprensa.

O caso da ex-presidente

Áñez está há cinco meses em prisão preventiva em uma prisão de La Paz pelo chamado golpe no qual é acusada de suposta sedição e conspiração. A ex-presidente temporária saiu esta semana para fazer exames médicos em diferentes hospitais para hipertensão e síndrome de ansiedade depressiva que ela sofre. No sábado, o ministro do governo (interior), Eduardo del Castillo, informou que Áñez tentou se autoflagelar e que tem arranhões nos braços, mas está estável.

Políticos, ex-presidentes e até mesmo sua defesa pediram que nesta situação deixassem Áñez se defender em liberdade para preservar sua vida e saúde. Neste domingo, o Regime Penitenciário reiterou que Áñez está sendo atendido no presídio, que está estável e que seus direitos não estão sendo violados. A União Europeia e a Embaixada dos Estados Unidos manifestaram preocupação com a saúde da expresidente.

O Ministério Público apresentou um pedido acusatório contra Áñez na sextafeira para iniciar um julgamento de responsabilidades pelas mortes em duas regiões na crise de 2019, também está é acusada em três processos diferentes de genocídio, terrorismo, conspiração, resoluções contrárias à Constituição e violação de deveres durante seu mandato presidencial de um ano (2019-2020). Após as eleições fracassadas daquele ano. As referidas eleições foram anuladas em meio a denúncias de fraude eleitoral a favor do então presidente Evo Morales, que por sua vez afirma ter sido vítima de um golpe de Estado.

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Grupo Diário das Américas
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