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A vacina que foi tão rejeitada e questionada que se tornou alvo de guerras políticas, passou a ser a principal protagonista na guerra pela imunização brasileira. Nesta sexta-feira (14), o Instituto Butantan finalizou as entregas do primeiro contrato para fornecimento de vacinas contra o novo coronavírus ao Programa Nacional de Imunizções (PNI) do Governo Federal. Foi disponibilizado o total de 1,1 milhão de doses, somando 47,2 milhões de doses da vacina CoronaVac, de  3 mil litros de IFA recebidos da China em 19/4, elaborada em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O contrato previa o fornecimento de 46 milhões de doses da vacina. Assim, o lote de hoje também é o início do cumprimento do segundo contrato para a disponibilização de 54 milhões de doses até o final de agosto.

O Butantan informou que vai paralisar a produção até a chegada de um novo lote com 10 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima da vacina. Segundo o governo de São Paulo, o carregamento ainda não foi liberado pelo governo chinês para ser embarcado ao Brasil. “Esses 10 mil litros correspondem a aproximadamente 18 milhões de doses da vacina, absolutamente necessários para manter a frequência do sistema vacinal, acelerar e atender os que precisam da segunda dose”, disse o governador João Doria.

Se houver novos envios de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da China para produção da vacina CoronaVac em breve, o Butantan conseguirá recuperar o cronograma de entregas ao Ministério da Saúde. Foi isso que afirmou o presidente do instituto, Dimas Covas, na manhã desta sexta (14), ao acompanhar a entrega ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) de um novo lote contendo 1,1 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 produzida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Se o IFA chegar muito rapidamente, vamos recuperar o cronograma de maio e cumprir o cronograma de junho”, afirmou Dimas. “O Butantan procura atender as necessidades dos brasileiros produzindo vacinas sete dias por semana em quatro turnos. Acreditamos que a nova partida de matéria-prima possa chegar logo para que possamos retomar a produção“, assinalou.

Aos jornalistas, Dimas Covas ressaltou que não há problema entre a Sinovac e o Butantan. Tanto que o primeiro contrato, de 46 milhões de doses, foi cumprido com apenas 12 dias de diferença. “Nesse momento, o que se atrasa é a previsão. Nós tínhamos uma previsão de entregar em maio 12 milhões de doses, mas vamos entregar um pouco mais de 5 milhões”, explicou.

Segundo informações, o atraso na liberação do envio do material foi atribuído a um “entrave diplomático” causado por declarações “desastrosas” de autoridades do governo brasileiro e do próprio Governo brasileiro em relação à China e à própria vacina. Hoje a China é o maior fornecedor de insumos hospitalares e farmacêuticos para o Brasil em segundo lugar vem a Índia, juntos correspondem a mais de 85% de todos os insumos usados no Brasil.

Os 10 mil litros de IFA que aguardam liberação para serem enviados da China correspondem à matéria-prima que falta para maio e ao que está previsto para junho.

ButanVac

Durante a coletiva de imprensa, Dimas Covas falou sobre a produção da ButanVac, a nova vacina contra Covid-19 do Butantan, que não depende da importação de insumos e utiliza ovos de galinha em seu processo de fabricação. O presidente do instituto afirmou que 6 milhões de doses já foram produzidas e estão agora no controle de qualidade.

Dimas contou ainda que o Butantan recebeu novos questionamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) referentes ao estudo clínico que vai atestar a eficácia e segurança da nova vacina.

A ButanVac vai nos trazer independência total no segundo semestre. Nós temos uma grande capacidade de produção e podemos ajudar o país com essa vacina, que não dependerá da importação de matéria-prima“, ressaltou. 

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