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Quando um vírus entra no corpo, ele invade células humanas e se replica (faz mais cópias de si mesmo). Quando um vírus faz cópias de si mesmo, às vezes muda um pouco. Essas mudanças são chamadas de mutações. Um vírus que sofreu mutação é denominado variante.

Que impacto as variantes virais podem ter?

Mutações e variantes são muito normais para qualquer vírus.
Todos os vírus mudam com o tempo – incluindo o vírus que causa COVID-19.2
Na maioria das vezes, as variantes não afetam a forma como um vírus funciona ou sua capacidade de causar infecção e doença.1 Às vezes, no entanto, as variantes podem:

·        Fazer o vírus se espalhar mais facilmente

·        Afetar o quão bem uma pessoa responde ao
tratamento para o vírus

·        Impactar no teste para o vírus e no quão bem ele
é detectado

·        Reduzir o efeito das vacinas contra o vírus

·        Causar formas mais graves da doença.

Uma variante de preocupação é o nome dado a qualquer variante do vírus da COVID-19 (SARS-CoV-2) que se comporte de qualquer uma das maneiras acima.3    Como podemos nos proteger contra as variantes do
SARS-CoV-2?

Quando um vírus está circulando amplamente em uma população, ele se replica mais e aumenta a probabilidade de que as variantes apareçam. A maneira mais eficaz de impedir mais variantes é evitar a propagação do vírus. As variantes são vistas com mais frequência quando os níveis de transmissão do vírus estão altos, portanto, precisamos reduzir esses níveis.As medidas atuais para reduzir a transmissão do vírus funcionam e também ajudarão a conter o aumento número de variantes, incluindo lavagem das mãos, boa ventilação, distanciamento físico, uso de máscara e tratamentos preventivos, como vacinas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), distribuir vacinas da forma mais rápida e ampla possível também é fundamental para proteger as pessoas contra o vírus e o risco de novas variantes.

O que sabemos sobre as variantes do vírus SARS-CoV-2 que causam COVID-19? Atualmente, existem quatro variantes de preocupação, conforme descrito pela OMS, que são rotuladas com letras do alfabeto grego. Estas incluem o Alpha (documentado pela primeira vez no Reino Unido), Beta (documentado pela primeira vez na África do Sul), Gamma (documentado pela primeira vez no Brasil) e variantes Delta (documentadas pela primeira vez na Índia ). Cada uma tem mutações que as tornam mais infecciosas do que a cepa original redominante do vírus. Os dados iniciais também sugerem que a variante Alpha (Reino Unido) está associada a um risco aumentado de morte. Ômicron é a nova variante que circula em vários países no planeta, ela é considera perigosa. Devido às suas cerca de 50 mutações na proteína spike, a qual o patógeno usa para penetrar nas células humanas, a variante Ômicron não pode ser reconhecida tão facilmente pelas vacinas existentes, escapando em grande parte da resposta imunológica. Isso significa que as pessoas vacinadas também podem ser infectadas com a Ômicron.

As vacinas podem proteger contra as variantes do COVID-19? As vacinas atuais para COVID-19 foram projetadas para dar ampla proteção contra o vírus e oferecer algum nível de proteção contra diferentes variantes. Com o tempo, pensa-se que diferentes táticas de vacinação podem ser necessárias à medida que surgem novas variantes. Isso pode incluir a alteração da dose da vacina, vacinações de reforço adicionais, vacinas combinadas ou adaptação das próprias vacinas para as variantes alvo. Porém as medidas de precauções precisam ser mantidas como uso de máscaras, evitar aglomerações, distanciamento físico, lavagens das mãos, uso de Álcool em gel, boa ventilação.

A nova cepa também é mais contagiosa, e mais infecções em um curto período de tempo podem sobrecarregar os sistemas de saúde mais rapidamente. Quadros mais graves também são possíveis, existem pacientes com Ômicron hospitalizados. A Ômicron continuará a se espalhar rapidamente e pode suplantar nos próximos meses a variante delta, que ainda prevalece em muitas partes do mundo.

O súbito aparecimento da variante ômicron altamente contagiosa é de interesse extremo para a ciência, porque não é apenas um desenvolvimento de variantes que já existiam, mas aparentemente surgiu antes ou em paralelo com alfa, beta, gama e delta. “Como a ômicron é tão diferente das outras cepas, os parentes mais próximos dessa variante são difíceis de serem determinados”, diz Emma Hodcroft, virologista da Universidade de Berna, em entrevista ao programa DW Covid-19 Special.

A árvore genealógica da ômicron no banco de dados Nextstrain, no qual pesquisadores de todo o mundo alimentam seus resultados sobre sequenciamentos de vírus, mostra claramente que esse desenvolvimento paralelo pode ter começado já em meados de 2020.

Entendendo as variantes do coronavírus

Subdivisão de variantes:

Em 26 de novembro de 2021, a OMS designou a variante B.1.1.529 como uma variante de preocupação (VOC), com base no conselho do Grupo Técnico Consultivo da OMS sobre Evolução do Vírus. A variante tem recebeu o nome de Omicron.

Omicron é uma variante do SARS-CoV-2 que sofreu um grande número de mutações, incluindo32 mutações na proteína spike(proteína S), alguns dos quais são preocupantes e podem estarrelacionadas à uma maior transmissibilidade. No entanto, ainda existem muitas incertezas.

As principais incertezas até o momento são

  (1) quão transmissível é a variante e se há aumento relacionado ao escape imunológico,aumento da transmissibilidade intrínseca ou ambos;

  (2) quão bem as vacinas podem proteger contra infecção, transmissão, doença clínica dediferentes graus de gravidade e morte;

  (3) se a variante apresenta um perfil de gravidade diferente.


Os conselhos de saúde pública oferecidos são baseados em informações atuais e serãoadaptadas à medida que mais evidências surgirem em torno dessas perguntas.

Diante deste cenário é recomendado que a população continue tomando os cuidados dedistanciamento social, uso de máscaras e higiene pessoal.

Referências:

1. The effect of virus variants on COVID-19 vaccines. Available at
https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/the-effects-of-virus-variants-on-covid-19-vaccines.
Last accessed May 2021.

2. SARS-CoV-2 Variant Classifications and Definitions. Available athttps://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/cases-updates/variant-surveillance/variant-info.html.
Last accessed May 2021.

3. Iacobucci G. Covid-19: New UK variant may be linked to increased death rate,
early data indicate. BMJ. 2021;372:n230. Available at
https://doi.org/10.1136/bmj.n230. Last accessed May 2021.

4. Tracking SARS-CoV-2 variants. Available at
https://www.who.int/en/activities/tracking-SARS-CoV-2-variants/. Last accessed
June 2021.Adaptado de: https://www.astrazeneca.com/what-science-can-do/topics/covid-19/understanding-viral-variants.html#! 

Texto retirado de: https://www.azmed.com.br/home/covid-19-vacina.html

Adaptações de: https://www.dw.com/pt-br/como-e-onde-surgiu-a-variante-%C3%B4micron-do-coronav%C3%ADrus/a-60121917?maca=bra-vam-volltext-brasildefato-30219-html-copypaste

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