Nos ajude a espalhar essa matéria entre seus amigos e grupos em que você participa.

O comércio em muitos países pode registrar uma queda brusca no segundo semestre deste ano. Trata-se de um efeito da crise sem precedentes causada pelo novo coronavírus, advertiram economistas da ONU no último dia (16). Para este ano, os especialistas esperam uma queda de 20%. A projeção é semelhante à da OMC (Organização Mundial do Comércio), que estima um declínio do comércio internacional entre 13% e 32%.

Um relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) apontou que valor do comércio internacional de bens diminuiu cerca de 5% entre janeiro e março de 2020. As estimativas indicam que, entre abril e junho deste ano, a queda pode ser de 27%. O resultado é ainda pior que os 25% de contração registrados após a crise financeira de 2008-2009.

Em abril, a queda mais acentuada nas exportações ocorreu nos países mais pobres do sul da Ásia e do Oriente Médio, segundo a Unctad. Já os países do leste asiático e do Pacífico tiveram o menor choque nas exportações. Algumas nações já mostram sinais de recuperação, diz o relatório.

Os setores automotivo e energético foram dois dos mais prejudicados pela pandemia. A área de produtos médicos, graças à demanda impulsionada pela Covid-19, mais que dobrou em abril.

Maiores economias

O relatório da Unctad inclui ainda previsões de desempenho para o comércio das maiores economias do mundo, como Estados Unidos e China. No primeiro trimestre do ano, as importações nos países desenvolvidos caíram 6%, enquanto as exportações contraíram 3%. Já em abril, as importações caíram 10% e as exportações, 14%.

Nos EUA, a queda nas exportações chegou a cair 21% em abril, enquanto as exportações apresentaram um declínio de 29%. A China teve resultado positivo para as exportações no mesmo mês, com crescimento de 3%. Por outro lado, a queda em maio foi de 8%.

Brasil

Segundo os dados do relatório da ONU, o Brasil teve resultados positivos para as importações no primeiro trimestre deste ano: o crescimento foi de 4%. Quando analisadas as exportações, a queda foi de 4%. Em abril, as importações brasileiras caíram 15% e as exportações, 6%, de acordo com o relatório.

Os resultados brasileiros são menos alarmantes quanto de outras nações sul-americanas. A Argentina, no primeiro trimestre, registrou um declínio de 20% nas exportações e de 7% nas importações.

Já o Chile teve variação negativa de 10% nas importações e de 1% nas exportações nos três primeiros meses do ano.

Nos ajude a espalhar essa matéria entre seus amigos e grupos em que você participa.

Comentários no Facebook