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Uma avaliação feita por Mathias Alencastro, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e doutor em ciência política pela Universidade de Oxford em artigo na Folha de S.Paulo, revela que a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus), pode apoiar Lula nas próximas eleições presidenciais após crise entre a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e o governo Bolsonaro, que pode acarretar na ruptura entre o governo e a igreja.

O problema vivido pela IURD em Angola, onde enfrenta hostilidades crescentes do governo local, sem o suporte esperado do governo Bolsonaro, está levando à ruptura entre o poderoso bispo Edir Macedo e Jair Bolsonaro. A Iurd, que hostilizou o PT durante o governo FHC, acabou aderindo ao governo de Lula em 2003 e só rompeu com o petismo em 2016, no contexto do golpe contra Dilma. Durante anos, as relações entre os principais líderes petistas e a cúpula da Iurd foi amigável e Marcelo Crivella, sobrinho de Macedo, foi ministro da Pesca e Aquicultura no governo Dilma, entre 2012 e 2014.

Desde 2016, período em que rompeu com Lula, Macedo realinhou-se politicamente à direita apoiando a candidatura de Bolsonaro que teve um de seus eixos na aliança com o fundamentalismo católico e evangélico e a aliança com os líderes empresariais-midiáticos evangélicos.

O país Africano, Angola, tem sido o motivo do estreitamento da relação entre Macedo e o governo Bolsonaro.

“Componente essencial do projeto de poder da Igreja Universal desde os anos 1980, a expansão internacional tornara-se ainda mais importante a partir dos anos 2010. A presença na África, e especialmente em Angola e Moçambique, era o principal diferencial em relação às suas concorrentes nesse momento mais fragmentado e competitivo da comunidade evangélica no Brasil”, escreveu Alencastro.

Segundo Alencastro com o apoio do governo do PT o projeto da Iurd mudou de caráter no governo Bolsonaro, tornando-se “um processo de evangelização com fortes tons neocoloniais. Essa atitude caricatural rendeu o desprezo da maioria dos interlocutores africanos e um conflito aberto com as autoridades angolanas, que se recusaram a aceitar o governo brasileiro como mediador da sua relação institucional com a Igreja Universal, implantada no país há décadas.

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