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Um alerta vermelho já tinha sido aceso, porém o que já era apenas um alerta, agora se tornou perigoso e mortal. Quem trabalha na área da saúde, principalmente os profissionais da enfermagem, maqueiros, parteiras e condutores de ambulância que vem sofrendo com o desgaste emocional por causa do estresse psicológico, ansiedade, esgotamento físico e mental por causa das grandes cargas horárias, déficit de atenção por motivos de problemas familiares, como dívidas que os profissionais contrairam durante este período de Covid-19 e não estão podendo quitar por causa dos baixos salários.

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Durante esses dois anos pandêmicos, o que era um alerta, passou a ser um fato gritante entre as categorias, profissionais com desejo suicida vem crescendo, e o pior, a falta de apoio por falta dos órgãos competentes, que nunca deram atenção a dados que demonstrarão o risco que esses profissionais vinham correndo com o passar dos anos. Dificultou muito a identificação dos profissionais vítimas desses traumas, em sua maioria não procuram ajuda com medo de perseguição e de serem demitidos de suas unidades de saúde por parte de coordenadores, administradores de OS, Secretários e políticos que de certa forma influenciam no poder de decisão de unidades de saúde pública e privada.

Uma pesquisa que foi realizada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), acendeu o alerta para quem trabalha na área de saúde. Os mesmos já tinha denunciado esses fatos que foram relatados por 80% desses profissionais.

Apenas 14,2% dos profissionais da área da saúde entrevistados pela Fundação Getúlio Vargas disseram que se sentiam preparados para lidar com a Covid-19. A maioria (64,97%) disseram que não estavam aptos, e o restante não souberam responder – Foto: Divulgação

Os donos das Organizações Sociais também são em grande parte responsáveis por todo esse aparato no quadro clínico dos nossos profissionais de saúde. A luta da enfermagem por um piso salarial nacional justo, tem sido uma verdadeira guerra entre a classe e a política. No ano de 2020 um PL foi aprovado no Senado: PL 2564, daí começou uma maratona de manifestações através das redes sociais e em Brasília, o Movimento Gigantes da Enfermagem que nasceu no auge dessa crise em 2020, conseguiu alcançar horizontes, cruzando o Brasil de Norte a Sul, do Nordeste ao Centro Oeste, fazendo com que a voz de vários profissionais da enfermagem fossem ouvida.

Neste momento, o poder da decisão da aprovação desse PL, que regulamenta um piso salarial nacional da enfermagem se encontra tramitando no Congresso, porém o que esperar da parte daqueles que deveriam olhar para a saúde de uma forma completa? Um olhar de reconhecimento para aqueles que deram a vida, ou estão dando a vida todos os dias nos atendimentos, nas emergências, nas salas cirúrgicas, nos leitos de enfermaria e nas salas de parto, para manter um sistema funcionando para que a vida continue de milhões de brasileiros.

A pandemia aprofundou as desigualdades, a exploração que recaem sobre o contingente formado por milhões de trabalhadores e trabalhadoras que exercem atividade de enfermagem, de técnico em enfermagem, maqueiros, parteiras e motoristas de ambulância. Que seja aprovado o quanto antes o PL 2564, sabemos que não irá curar as socratizes deixadas por décadas de omissão, mais, resultara em uma melhor qualidade de vida dos profissionais da enfermagem..

Na pesquisa realizada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), foi coletado dados importantes para entender como está o estado desses trabalhadores.

Dados da pesquisa:

– Foram ouvidos 21.480 trabalhadores e trabalhadoras das redes de saúde pública, privada e filantrópica, de 2.395 municípios de todas as regiões do país. Do total:

– 72,5% dos técnicos e auxiliares da saúde são mulheres,

– 59% são pretos ou pardos,

– 32,9% deles têm até 35 anos;

– 50,3% têm até 50 anos.

– 70% dos participantes do estudo citaram a falta de apoio institucional;

– 35,5% admitiram ter sofrido violência ou discriminação durante a pandemia. A maioria das agressões (36,2%) ocorreu no ambiente de trabalho, na vizinhança (32,4%) e no trajeto casa-trabalho-casa (31,5%).

– 23,9% dos profissionais já apresentam comorbidades como: hipertensão (32%); obesidade (15%); doenças pulmonares (13%); depressão (12%), e diabetes (10%).

– 85,5% disseram que, na pandemia, a jornada de trabalho chegou a até 60 horas semanais;

– 53% não se sentem protegidos contra a Covid-19 no trabalho;

– 23,1% têm medo de se contaminar;

– 22,4% citaram falta, escassez e inadequação do uso de EPIs;

– 12,7% falaram sobre a ausência de estruturas necessárias para efetuar o trabalho como um dos principais motivos de desproteção.

– 25,6% precisam fazer bicos para sobreviver porque ganham entre um e dois salários-mínimos.

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